segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Belo Horizonte e cidades históricas de Minas Gerais




Em julho de 1963, tive uma ótima programação de férias : Belo Horizonte, algumas cidades históricas, Brasília e, muito de passagem, Goiânia. Tudo era feito de ônibus, numa época em que as estradas não eram muito boas, mas a juventude era muita.
Em Belo Horizonte, pude ver todos os pontos turísticos da época : Av. Afonso Pena, Palácio do Governo, Avenida da Liberdade, Pampulha, Parque Nacional.





Postais de Belo Horizonte - 1963


Pampulha.


Igreja São José



Praça Rui Barbosa

Das cidades mais próximas a Belo Horizonte, visitei Congonhas (antiga Congonhas do Campo), com um lindo conjunto arquitetônico : a Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, seu adro, com as impressionantes esculturas dos 12 Profetas, em pedra-sabão, obras do Aleijadinho, e as seis Capelas da Paixão. As capelas ficam na ladeira fronteiriça à igreja, e contêm 66 (ou 64) figuras esculpidas em cedro, também pelo Aleijadinho, com a ajuda dos pintores Manoel da Costa Athaide e Francisco Xavier Carneiro. As esculturas têm um tamanho aproximado ao de uma pessoa, e estão colocadas em grupos formando cenas da Paixão.



(Crédito - Agência de Notícias Fato Real)

Uma das capelas da Paixão.

Depois de Congonhas, conheci a bela cidade de Ouro Preto, antiga Vila Rica, palco da Inconfidência Mineira e famosa por sua arquitetura colonial. A Praça Tiradentes (antiga praça da Inconfidência), um dos seus pontos turísticos, tem em suas extremidades dois prédios imponentes: o Museu da Inconficência (antiga Casa da Câmara e prisão) eo Museu de Ciência e Técnica (antigo Palácio do Governo e, posteriormente, escola de Minas e Metalurgia).


Praça Tiradentes








Também visitei Sabará, pequena cidade, com a original Capela da Nossa Senhora do Ó, na foto abaixo, tirada por mim em 1963.






Ainda em Minas Gerais, estive na cidade de Cordisburgo, para visitar a maravilhosa Gruta de Maquiné, com uma quantidade enorme de estalactites e estalagmites. Lembro que a viagem até Maquiné foi muito difícil, numa estrada de terra extremamente seca. A viagem durou mais ou menos três horas, num carro abafado (naquela época os automóveis não tinham o conforto do ar-condicionado) e que precisava ficar com os vidros levantados, porque caso contrário a poeira tomaria conta do seu interior. Mas sua visão, com vários salões, fez passar todo o desconforto da viagem.






Ainda nessa viagem, em 1963, visitei uma mina de ouro na cidade de Nova Lima.


Voltei a Minas Gerais em 1967, e novamente em 1977, já de avião, quando pude rever alguns desses lugares numa viagem com meus filhos, então crianças.
De Belo Horizonte segui para Brasília, mas essa é outra história, que logo será contada.



Todos os postais são do ano de 1963. As duas últimas fotos de Ouro Preto foram tiradas por mim, assim como a da Capela em Sabará. As duas fotos em cores foram obtidas pela internet. A foto de uma das capelas da Paixão foi conseguida em exemplar da Agência de Notícias Fato Real, e a da Praça Tiradentes pela Folha on line, sendo o crédito de Silvio Cioffi.

2 comentários:

Nina disse...

Eu tenho a alma irremediavelmente caipira.
Alma tropeira, do caminho do ouro.
Que vem de Minas Gerais, passa pelo Vale do Paraíba e desagua lá em Paraty.

Saudades...

Amo este seu espaço!
Obrigada!

beijo!

http://meninadecachos.blogspot.com/

Gina disse...

Você tem um acervo muito bom de fotos e postais antigos. Acho isso muito legal.
Não sei se te contei que fiz um vídeo da vida dos meus pais, que ficou bacana, graças a uma quantidade grande de fotos que eles têm.
Morei em Juiz de Fora e, pra variar, aproveitei para conhecer o Estado, de norte a sul. Gosto muito de Ouro Preto, onde estive 2 vezes.
À Gruta de Maquiné fui pela primeira vez em 1972, com minha turma de escola normal (atual magistério), em viagem de formatura. É a melhor gruta do Brasil, na minha opinião.
Bjs.