terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Hermitage, o colosso de luxo e arte



Foto de Franco Benf
             

Magnífico, esplendoroso, suntuoso, fantástico, lindíssimo ...
Faltam adjetivos para descrever o Museu Hermitage em São Petersburgo.
O prédio, em si, é um deslumbre. Salas majestosas, portas incríveis, lustres lindos, mármores, ouro. Luxo em altíssimo grau.
E recheado de coleções de arte de diversas civilizações. Pinturas, esculturas, peças de marfim, bronze e prata, obras em ouro e pedras preciosas, enfim tesouros da cultura mundial.
O museu é um dos maiores e mais antigos do mundo. Foi fundado pela Imperatriz Catarina II em 1764, com uma coleção de 225 telas, expostas, na época, no Pequeno Hermitage, construído junto o Palácio de Inverno. Seguiram-se muitas outras aquisições e, em 1852, já com Nicolau I, o museu foi aberto ao público, no edifício Novo Hermitage. Com sua expansão, foi ocupando outros edifícios.
O complexo do museu é formado por seis edifícios, mas as diversas coleções acham-se expostas em parte dos quatro principais : Palácio de Inverno, Pequeno Hermitage, Velho Hermitge e Novo Hermitage. Seu acervo é composto por mais de três milhões de itens, com mais de 16 mil pinturas e mais de 12 mil esculturas.
No dia em que visitamos o museu, estavam ancorados no porto de São Petersburgo nosso navio e mais seis. Tive a impressão de que todos os turistas optaram por visitar o museu naquele dia. Era uma verdadeira multidão, praticamente atravessando em bloco as várias salas. Com isso ficou difícil  apreciar com calma as obras maravilhosas ali expostas.



 Logo cedo, uma fila imensa. Dentro, esse ajuntamento.



Primeiro impacto com o luxo: a Escada Principal do Palácio de Inverno, antigo palácio da família imperial. É a majestosa Escada do Jordão.




Ainda na Escada do Jordão, dispostas em nichos, esculturas alegóricas das virtudes, entre as quais a da Justiça, que se vê abaixo.

Chegando na parte superior, recintos magníficos, que se encadeiam repletos de arte e luxo.
 Portas, tetos e lustres. Na caminhada rápida, não se sabia para onde olhar.








Grande Sala Italiana, de teto envidraçado, com molduras douradas na abóboda. Detalhes lindíssimos.




                       Muitos relógios. Como o Berto é fã deles, registrou alguns.


Sala Grande do Trono, sala de São Jorge. Acima do trono, relevo com a imagem de São Jorge.


                             Muitas madonas e muitas cenas bíblicas.




Muitas coleções de esculturas. Acima, a escultura de Ariadne adormecida (Paolo Andrea Triscornia).

Acima, réplica de assoalho de terma em antiga cidade romana (Otriculum). Fica na maravilhosa Sala- Pavilhão do Pequeno Hermitage.


                                           Lustres e Relógio Pavão-Real da Sala-Pavilhão.


                                    Muitos recintos como esse abaixo. Esplendor, luxo, arte.



Com poucas horas, pudemos ter uma ideia da grandeza do Hermitage, mas conseguimos ver somente uma pequena amostra das suas obras e instalações.
De qualquer forma, a visita foi fantástica. Fiquei simplesmente maravilhada com tudo que consegui ver. 
Quem sabe voltamos algum dia, para continuar a visita.



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A deslumbrante São Petersburgo






Durante muito tempo a Rússia foi um mistério. Não  se podia entrar lá, assim como seus residentes de lá não podiam sair. É como se suas fronteiras fossem intransponíveis.
Não havia a liberdade de ir e vir, nem a liberdade de expressão
Só no ano de 1982 é que, lentamente, teve início sua abertura, com Gorbatchev. E nessa época o bloco das repúblicas socialistas soviéticas (URSS) começou sua desintegração.
Em 1991 deu-se a primeira eleição direta para Presidente da Rússia, quando foi eleito Boris Yeltsin e, daí para os dias atuais, as mudanças políticas e econômicas foram enormes.
Pela lembrança de todos aqueles anos em que nem se podia pensar em ir à Rússia, é que penso ter sentido uma emoção diferente ao entrar no seu território.


E enquanto aguardava na fila da fiscalização para ter meu passaporte examinado, pensei em quanto era privilegiada por estar fazendo aquela viagem, assim como senti muito orgulho ao saber que, como brasileira, não  precisava de visto de entrada.
Logo depois de passar a barreira, estava me encantando com a deslumbrante São Petersburgo, que de 1914 a 1924 chamou-se Petrogrado, e de 1924 a 1991 teve o nome de Leningrado. 
Deslumbrante. Muito deslumbrante. Assim é São Petersburgo.
Igrejas lindas, ruas e avenidas largas, palácios, monumentos, muitas flores, muitos canais, todos navegáveis. A cidade foi construída às margens do Rio Neva, e é cortada por ele e por outros rios e muitos canais, sendo por esse motivo conhecida como a Veneza do Báltico.
Começamos nosso passeio por São Petersburgo com um dia nublado e, em certos momentos, chuvoso. Mas isso não nos impediu de admirar toda sua beleza.

Foto tirada de dentro do ônibus.

Aqui foi nossa primeira parada.
o século 1 quando o país apresentava um grande impulso industrial e econômico, sua arquitetura em es
o fôlego, e


Na sequência, a maravilhosa Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado, impactante no seu exterior, com suas torres coloridas lindamente decoradas, como no seu interior, todo de mosaicos e mármore, com muitas pedras semi-preciosas e ouro. A Catedral data do final do século XIX, e seu nome faz alusão a sangue derramado porque foi construída no local onde ocorreu o atentado contra o Czar Alexandre II, em 1/03/1881, atentado esse que lhe causou a morte.




Primeira visão.

O teto.
Iconostasio




Pisos com mais de 20 espécies de mármore, de vários pontos da Europa.


Lustres lindos. E por todos os lados, mosaicos e mais mosaicos, belíssimos.

Paredes inteiramente cobertas por mosaicos.



E por aqui, terminou nossa visita à maravilhosa Catedral. Do lado de fora, charretes para passeios.


Do outro lado da Catedral, esse lindo canal.



Mais uma igreja suntuosa: Catedral de Santo Isaac.

Rios, canais, pontes, barcos. Palácios, prédios fantásticos.

















Prédios baixos. Imponentes.






Abaixo, a lindíssima avenida Nevskiy (Nevskiy Prospekt), com belas construções, muitas flores, restaurantes, lojas.




Entrada do metrô e passagem subterrânea por onde atravessamos a av.




Restaurante onde fizemos um lanche e ficamos observando o movimento da Avenida Nevskiy. O fluxo de pessoas e de veículos era enorme. Não sei se por ser domingo.
Nessas duas fotos, vista parcial do "shopping" que nos foi apresentado como o maior da Europa (em extensão). É o Gostinny Dvor, construído em 1765, com fachadas em arcos e um interior muito interessante. As lojas ficam uma ao lado da outra sem qualquer separação.



Catedral Kazan, construção de grande destaque na Avenida Nevsky. Colunas que lembram o Vaticano.


Flores brancas no alto, e roxas embaixo.




Berto, que monumento é esse?



Atrás do monumento, esse grupo de jovens chamou minha atenção. Eles "brincavam", correndo em círculos, e falando alto. Todos vestidos socialmente. As moças, de salto.



Cruzador Aurora, ancorado permanentemente na margem norte do rio Neva. Dele saiu o primeiro tiro contra o Palácio de Inverno, em outubro de 1917, sinalizando o início da revolução bolchevique.

Matryoshkas, as bonequinhas que representam antigas camponesas da União Soviética, e boas lembrancinhas de viagem. Aqui expostas para venda, numa calçada próxima ao Cruzador Aurora.



Na volta para o porto, e de dentro do ônibus, conseguimos algumas fotos, entre as quais essas duas.


Nosso navio ficou ancorado em São Petersburgo durante a noite. Tirei essa foto, com três outros navios, da nossa cabine.


E aproveitamos a noite para assistirmos um balé. Afinal, estávamos na Rússia. No caminho para o teatro, pudemos ver a beleza de São Petersburgo à noite, com seus principais prédios iluminados.




Palmas, muitas palmas, para o balé, e para a deslumbrante São Petersburgo.


(A visita ao Museu Hermitage ficou para o próximo post).