sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tallin, capital da Estônia




Lembro das aulas de Geografia Geral, nos meus longínquos anos de curso ginasial, quando memorizávamos todas as capitais dos países da Europa.
E havia três países do Báltico, na Europa Setentrional, que me chamavam a atenção, talvez por semelhanças no nome: Estônia, Letônia e Lituânia. E na minha cabeça de criança, é como se fossem países trigêmeos.
Na história dos três, outra infeliz semelhança, que foi a do domínio soviético.
Antes dos russos, outros povos também ocuparam o território da Estônia, mas a dominação soviética, que havia sido imensa no século XVIII e início do XIX, ainda durou 52 anos após a 2ª Guerra Mundial. 
Com a queda da União Soviética, e após sua independência em 1992, a Estônia iniciou um grande desenvolvimento econômico, alcançado a partir do ano 2000.
E passados tantos anos do tempo em que eu recitava as capitais europeias, tive a oportunidade de conhecer uma das capitais dos "países trigêmeos": Tallin, a capital da Estônia. Cidade medieval, muito linda e alegre.

Recepção no Porto de Tallin


Ônibus aguardando os passageiros do cruzeiro. Pegamos esse ônibus que se mostrou desnecessário, porque descemos no 2º ponto, o da Cidade Velha, e lá ficamos o dia inteiro.
Assim que descemos do ônibus fomos andando na direção da maravilhosa Catedral Alexander Nevsky, de forte influência russa, construção de 1894 a 1900, a mais nova da Toompea (colina que fica na parte central de Tallin).


                    Catedral Alexander Nevski, catedral ortodoxa, com altar totalmente dourado.


Quando chegamos na Catedral estava terminando uma cerimônia religiosa e pude observar que todas as estonianas que saíam da igreja usavam saias e cabeças cobertas.





                 Na frente da Catedral Ortodoxa, o prédio do Parlamento (Riigikogu), antigo Castelo de Toompea.




                                                 Escritório do Ministro da Justiça.

               
E andando, chegamos a um dos locais que permite uma vista maravilhosa da cidade baixa: um mirante em Toompea.



                                   Do mirante, pode-se ver os navios ancorados.

Muitos turistas na plataforma de observação da cidade baixa. E, felizmente, eu entre eles, aproveitando essa beleza imensa.

                                   Abaixo, nossa primeira parada para um café.

Anda-se e, de repente, olha-se para trás, ou para o lado, e lá está a Catedral Alexander Nevsky. 




Principal ligação de Toompea com a cidade baixa, a Pikk Jalg, ladeira entre dois muros altos, como muralhas. Bem medieval.


                                   Na ladeira, muitos artistas locais expondo suas obras.
                        E o Berto está levando uma pintura de lembrança.


                                Na cidade baixa, muitas lojas de lembranças.


       Ruas estreitas, construções muito antigas extremamente bem conservadas, limpeza.


E andando chegamos na fantástica praça da Prefeitura, cercada por prédios históricos muito bem preservados.




O prédio da Prefeitura, com sua torre. Construído entre 1402/1404, é o prédio medieval mais bem preservado da Europa Setentrional.  




Jovens com roupas típicas tradicionais.


A praça da Prefeitura é extremamente alegre. Em dois lados inúmeros cafés e restaurantes.


Saindo da Praça, e para nos abrigarmos de uma chuva repentina, entramos num café muito antigo, bem espelhado e com o teto todo trabalhado.


                     E para acompanhar nosso café, um doce de amêndoas e essa Pavlova deliciosa.


Antes de voltarmos para o navio, passamos por esse carro de noivos. Nas minhas viagens sempre cruzo com casais de noivos, mas nesse caso só vi o carro.
Contudo,  na praça da Prefeitura assisti a uma passagem de um carro aberto com um casal de noivos. Fiquei com a impressão que deve ser algo habitual para festejar a data. A buzina chama a atenção, o carro dá algumas voltas na praça, e os noivos são aplaudidos por todos que lá estão.
E esse fato tão interessante aumenta o clima de alegria do local.



Na medieval Tallin, o dia foi curto para tanta beleza.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Passagem pela Alemanha: Warnemunde e Rostock





O cruzeiro pelo Mar Báltico, que realizei a partir de 19/08/2012. incluiu quase todos os países banhados pelo mar anteriormente chamado de Mar da Alemanha.
Teve início em Copenhagen e sua primeira parada foi em Oslo, seguindo depois para Aarhus.
Saindo de Aarhus, na Dinamarca, nosso navio dirigiu-se para a Alemanha, ancorando no porto de Warnemunde.
Entre as excursões programadas pelo navio, havia uma para Berlim. Embora estivesse com vontade de fazê-la, desisti pelo tempo exíguo que lá ficaríamos. De Warnemunde até Berlim iríamos de trem, numa viagem de quase três horas. Contando-se as três horas da volta, acho que teríamos somente umas cinco horas na cidade.
Resolvemos, então, optar por um passeio por Rostock e Warnemunde, e foi bem agradável.
Fomos de ônibus de excursão até Rostock, e voltamos para Warnemunde de barco, pelo Mar Báltico.
Andamos bem pela "cidade velha", com arquitetura muito bonita. Muitos prédios góticos, e muito tijolinho vermelho.



                         Abaixo, prédio da Biblioteca, um dos mais antigos da cidade.





                                      A guia falando sobre a Universidade de Rostock, que é de 1419, a mais antiga da região do Báltico.



                                          Monumento na frente da Universidade


                                        Parte do que restou da muralha que cercava a cidade.



   Praça linda,  onde acontece o "mercado".




                                                    Alemãezinhos lindinhos.


                                     Visitamos a enorme Igreja de Santa Maria (St. Marien Kirchen).
                                   
                                               Porta de entrada.


                                  Da Praça vê-se a parte de trás da Igreja.


A Igreja de Santa Maria é um dos pontos altos de Rostock. Vitrais lindos e enormes. Altares e púlpito em madeira, com trabalhos maravilhosos. Abaixo, órgão barroco.


E a grande atração da Igreja, o Relógio Astronômico, de 1472, que marca os segundos, minutos, horas, dias, semanas, signos ...


Durante a 2ª guerra mundial, Rostock sofreu grande destruição. Mas a Igreja e o relógio sobreviveram aos bombardeios, como mostra esse quadro que se encontra em uma das suas paredes, bem na frente do Relógio Astronômico.



Terminado o passeio em Rostock, depois de uma parada em uma cervejaria, voltamos para Warnemunde de barco, quando pudemos observar as mansões do bairro rico de Rostock, na beira do canal.





Warnemunde, distrito de Rostock, é um lugar de muito turismo e, com certeza, o lugar de fim de semana na praia, para moradores das vizinhanças. 

                                                  Acima, Estação Ferroviária.


                    A tradição dos cadeados dos enamorados, também chegou a Warnemunde.


      Havia muita gente pelas ruas. Nem sei como consegui essa foto mais tranquila.

Abaixo, avenida na beira do canal, com muitas lojas, muitos restaurantes, muito movimento.


Por essa passagem subterrânea chegávamos ao cais, onde nosso navio estava ancorado.

Saímos de Warnemunde às 21 horas, na direção de Tallin, capital da Estônia.