quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Arles e Les Baux de Provence


Arles, cidade que conserva algumas ruínas romanas, foi a 2ª cidade onde ficamos hospedados durante nossa pequena temporada na Provença.
Achei muito interessante um pequeno jardim no Espaço Van Gogh, que conserva o mesmo desenho da época em que ele lá viveu (e que foi reproduzido por ele, em uma tela), e gostei muito das ruas estreitas na cidade antiga e do capricho de pequenas lojas e cafés.
Espaço Van Gogh. Jardim que serviu de inspiração ao pintor e, no último quadro, cópia da sua tela, colocada bem na frente do jardim. (clique para aumentar)

Uma das pequenas ruas de Arles.

Caprichos em Arles.

Muito bonita, também, a praça onde fica o "Hôtel de Ville" e a Igreja Saint Trophime, que é imponente e tem maravilhosas portas esculpidas.

Durante nossa estadia, ocorreu a "Feria du Riz" (feira do arroz), com degustação não só de arroz como de vinhos, e exposição e venda de vários outros produtos, como mel, azeite, linguiças e pão de mel. As barraquinhas são montadas na praça principal da cidade e o movimento, por lá, é muito alegre.
Feira do arroz. Acima as barraquinhas. Abaixo, panelão para degustação de um arroz escuro (delicioso), decoração com girassol, outros produtos da feira e o casal de turistas.
(Clique para aumentar)
Também teve seu interesse a visita ao Anfiteatro Romano, que só pôde ser visto externamente. Durante o verão ele abre suas portas em horários certos, pois acontecem touradas na sua arena, (há forte influência espanhola na região) .
Na despedida de Arles, visita ao rio Rhône.


De Arles fomos até Les Baux de Provence, uma cidade inteiramente rochosa, encravada no alto de uma das montanhas do Les Alpilles (Alpes da Provença). É um vilarejo parado no tempo e que, praticamente, não tem moradores. Todas suas casas foram transformadas em lojas, de artesanato, de arte, de temperos ou sorvetes. Sobe-se a montanha por vielas muito interessantes e, no alto, está o castelo (que em tempos muito idos abrigou poderosos nobres).




Descendo-se a montanha e seguindo-se na estrada, logo se encontra a entrada de um lugar absolutamente fantástico : a "Catedral de Imagens". Já falei sobre ela aqui. É uma caverna com paredes altíssimas, que recebe projeções por todos os lados, acompanhadas por fundo musical. Essa Catedral já abrigou várias exposições e, durante esse ano, o espetáculo é sobre a obra de Picasso. Foi um espetáculo maravilhoso, e o lugar merece ser conhecido.

Clique para ver maior.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aix-en-Provence


Aix-en-Provence é uma cidade linda e alegre, também conhecida como cidade das mil fontes. Sua principal avenida, Cours Mirabeau (onde ficamos hospedados), é ladeada por plátanos, tem construções dos séculos XVII e XVIII, com portas esculpidas e sacadas de ferro. Tem, ainda, muitos cafés (restaurantes), onde a vida fervilha.

                                                               Cours Mirabeau.

                                  No centro, uma fonte diferente, coberta de musgo.






Prédio do século XVIII. Parece que Cézanne costumava se encontrar aqui com os amigos.


                                       Praça Charles de Gaulle (La Rotonde).




                                                       Uma das muitas vielas.


                                                  Uma das muitas fontes.


                                   Cena comum em Aix. Nas praças, inúmeras mesinhas.

Em Aix, que também é um centro universitário, nasceu o pintor Paul Cézanne. Tivemos a sorte de visitarmos no Museu Granet uma exposição Cézanne-Picasso, nesse ano de homenagens a Picasso.


Em Aix-en-Provence, como em toda Provença, existe uma feira de produtos variadíssimos. A feira (le marché) é montada na cidade antiga, nos arredores do Hotel de Ville. Fica logo atrás do Cours Mirabeau, e chega-se nela facilmente por meio da Passagem Agard. Estivemos nela na 3ª feira, dia 8/09/2009. Consta que essa feira tão movimentada, e bela atração turística, é montada nas terças, quintas e nos sábados.

Pela "Passage Agard" fomos do Cours Mirabeau para a antiga cidade, onde a feira é montada. 
A "Passage" tem lojas dos dois lados.


Já na feira, compramos chapéus.


Antiguidades de um lado, legumes e frutas de outro.


Pães maravilhosos. Maravilhosos pães franceses !


Visitamos, também, a Catedral "Saint Sauver" (foto daqui) , com um claustro lindo, do século XII.


                                      Colunas do claustro, daqui.



E por último, uma referência ao doce típico de Aix-en-Provence, o "Calisson", delicado e delicioso doce de amêndoas. Pena que o tempo foi pouco para aproveitarmos mais essa delícia. Foto daqui.

E em Aix-en-Provence tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente uma amiga, até então virtual, a Ana Tereza, que vive naquele lindo lugar. Nosso encontro foi relatado, com fotos e tudo mais, no meu outro blog.



Depois de três dias em Aix, pegamos o carro que haviamos alugado e seguimos viagem pela "Provence". A primeira parada foi em Arles, contrariando ideia inicial de ficarmos hospedados em um dos vilarejos do Vale do Lubéron. Só nesse primeiro trecho usamos uma estrada principal. Em seguida, só as simpáticas estradas secundárias.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Provence



Fui para a Patagônia, e não consegui ver os pingüins. Fui para a Provença, e não vi os campos de lavanda e de girassol. É claro, tudo depende da época da viagem. Mas vi outras coisas muito bonitas, e mantive minha vontade de voltar para ver aquilo que faltou.
(Acima, o campo que não vi. Abaixo, um dos pequenos campos que vi - lavandas em crescimento, ao lado de uma oliveira).


A Provença é especial, e quando lembro dos dias em que ali estive, lembro de plátanos, muitos plátanos, das diferentes formações rochosas das suas colinas e dos vilarejos encantadores.




A viagem até a Provença foi cansativa, pois fomos diretamente de São Paulo até Marselha, com conexão em Paris. Somando as horas passadas em aeroportos, levamos praticamente um dia para chegarmos a Aix-en-Provence, o ponto inicial do passeio.
Nossos dias na Provença foram os últimos do verão, e deu para sentir que a estação é muito quente e ensolarada. Às vezes o calor é interrompido pelo temido vento Mistral e tivemos uma pequena amostra disso num dia em Avignon. A temperatura caiu bruscamente, e o vento mostrou que esfria para valer.
Tínhamos a ideia inicial de passar os primeiros dias em Aix-en-Provence e, em seguida, ficarmos hospedados em uma das cidadezinhas do vale do Lubéron. Por dificuldades de reserva, acabamos dividindo a hospedagem entre Aix, Arles e Avignon. De Arles e Avignon saíamos para os vilarejos próximos. Foi um bom acerto, para a ocasião. Mas se houver retorno vamos preferir, sem dúvida, uma das encantadoras vilas que conhecemos.
As estradas entre uma cidade e um vilarejo, ou entre um vilarejo e outro, são na sua maioria marcadas pela presença dos plátanos, muitas vezes formando verdadeiros túneis. Às vezes eles somem, mas logo em seguida aparecem. Lindos!


Ao lado das estradas vimos oliveiras, parreiras e girassóis secos. E já deu para imaginar a beleza que deve ser na época da floração.

A vida na Provença me pareceu calma. Em quase todos os lugares existe o hábito da sesta : o descanso depois do almoço é mesmo muito valorizado. E todos os lugares são marcados pela luminosidade e pelo capricho, nos mais simples detalhes.

Bom, depois de uma noite de descanso após a longa viagem entre São Paulo e Aix-en-Provence, iniciamos nosso agradável passeio pela região provençal, no dia 8.08.2009 (que logo será narrado).





Foto de estrada na Provence de Jorge Bernardes, aqui.