sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nova Zelândia – de carro pela costa oeste da Ilha Sul





Depois da travessia dos Alpes Sulinos pelo trem TranZalpine, pegamos na estação de Greimouth o carro que havíamos alugado pela internet.

Como na ocasião a locadora estava sem o modelo que havíamos reservado, fomos beneficiados com um interessante up-grade, recebendo um Toyota Vap 4.

Logo no início do trajeto, tendo por objetivo final a cidade de Queenstown, chegamos ao Mar da Tasmânia. Que incrível! Jamais pensara em chegar a paragens tão distantes.

E logo ali, tendo o Mar da Tasmânia ao fundo, vimos umas lagoas com muitos cisnes negros.



Entre eles, um casal, acompanhado por seus filhotes branquinhos.



A primeira cidade em que paramos foi Hokitika. As cidades da costa oeste são todas pequenas, e com uma população bem reduzida.



Hokitika é uma das mais populosas, com 12.000 habitantes. Nela se realiza, anualmente, o Festival das Comidas Exóticas.




É um lugar muito simpático, bem traçado, com uma avenida larga onde existem várias lojas de jade, que é o símbolo da cidade. Os trabalhos são maravilhosos, e vão desde um anel, até esculturas.





Também visitamos uma loja de vidros, com demonstração ao vivo da confecção das peças.

A última etapa do dia foi Harihari, onde jantamos e dormimos. Da cidade ficou uma boa lembrança do bar-restaurante do hotel, com uma decoração meio "faroeste", mas com uma comida muito boa e simples (que eu estava precisando) : um bife (que não é muito comum) com molho de cogumelos, purê de batatas e vegetais. E, para acompanhar, um maravilhoso vinho cabernet-sauvignon.

Pelo caminho, paisagens incríveis. Rios lindos, formados por água de degelo. Leitos de pedras. Água verdinha.







De tirar o fôlego!


Lagos maravilhosos, margeados por elevações variadíssimas.





Pelo caminho muitos pastos, muitas samambaias, um dos símbolos da Nova Zelândia. Recantos para piquenique e campings.





Lugares lindos e tranquilos.



No cartaz, recomendações sobre o camping. Não há administrador no local, mas tudo é mantido na maior limpeza.


Nessa caixa, é realizado o pagamento das diárias utilizadas. Cada campista sabe o que deve.


E aqui estão as normas sobre a pesca, com o limite diário.

Beleza e paz.


Os lugarejos do caminho são encantadores. Às vezes parece que se limitam a uma avenida larga.


Depois que saímos de Harihari, e de termos passados por lugares lindos, demos uma parada em Whataroa, para pequeno descanso e café. Na frente da cafeteria (e correio) visitamos uma galeria Maori, a Kotuku Gallery, com peças bonitas e interessantes. Tem uma parte de museu, e uma parte comercial, onde compramos pequenas lembrancinhas.





(As fotos dos trabalhos com jade, esculturas maoris, de Hokitika, foram tiradas daqui).


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Na Nova Zelândia : Kaikoura e Tranz Alpine





Hospedados em Christchurch, no Hotel The Marque, reservamos um dia para um passeio a Kaikoura, que fica na costa leste da Ilha Sul, da Nova Zelândia, e que tem como principal atração turística a observação de baleias.

Marcamos uma excursão, com saída do hotel, em Christchurch, às 7:30h. Chegamos, de volta, somente às 18:30 horas. O percurso entre as duas cidades é de duas horas e meia.

Kaikoura significa "alimentação com lagosta".

Kai=refeição

Koura= lagosta.

Comemos uma lagosta deliciosa, no almoço, mas esqueci de fotografá-la.

Além da observação das baleias, em Kaikoura tem-se a oportunidade de observar uma colônia de focas.

E, no passeio de barco, vê-se uma quantidade enorme de albatrozes.



Em Kaikoura pegamos um barco para o passeio “Whale Watch”, que segue mar a dentro em busca de baleias. Quando percebe um sinal do cetáceo, diminui a velocidade, e até pára. Os excursionistas ficam em absoluto silêncio, observando a baleia parada, na superfície do mar. Não há manifestação sonora nem mesmo quando a baleia é encontrada. Silêncio, muito silêncio. Depois de um bom tempo de descanso, a baleia dá um mergulho mostrando a cauda, e volta para o fundo do mar.


Descansando.



Esguichando.

Começando o mergulho.

Final glorioso : mergulho.


No retorno são passados, no barco, filmes explicativos.

Já de volta.


Durante nosso passeio de barco, de mais ou menos duas horas, vimos duas baleias, no seu descanso e mergulho. Vimos, também, um “berçário” de foquinhas.



No caminho de volta para Christchurch visitamos os vinhedos de Canterbury, e degustamos alguns dos seus vinhos.


O vinho da Nova Zelândia é conceituadíssimo, principalmente o vinho branco, e tivemos oportunidade de verificar isso quase que diariamente.

Gostamos demais dos vinhos Sauvignon Blanc e dos Pinot Gris. Maravilhosos!

Voltando do passeio tivemos um jantar maravilhoso num restaurante japonês de categoria, o Fuji, que fica na Gloucester St.. O jantar é preparado numa chapa enorme, na frente da mesa, e no final o cozinheiro-garçon pegando um saleiro salpica a chapa escrevendo "thank you" para cada um dos comensais.

No dia seguinte, 19/04/2010, pegamos em Christchurch o famoso trem Tranz Alpine, para uma viagem pelos Alpes do Sul. Com ele vai-se do leste para o oeste da Ilha Sul, da Nova Zelândia. A viagem é linda, mas nessa época não se vê montes nevados.



A 734m de altitude, o trem dá uma parada em “Arthur's Pass”.




A viagem tem a duração de 4 horas e trinta minutos. Os vagões têm janelões de vidro, para que o caminho possa ser bem observado. Há, também, um vagão panorâmico aberto, para os corajosos que não se incomodam de enfrentar o frio e o vento, em troca de uma beleza total. As paisagens são maravilhosas. Cadeias de montanhas, rios e lagos verdinhos, com muitas pedras brancas. Vales deslumbrantes, entre os quais o do Rio Waimakariri. Infelizmente não consegui fotografar da janela do trem, por causa da luminosidade (ou da imperícia). No lugar das paisagens, o que aparecia na foto era a minha imagem refletida na janela. Foi a primeira vez que tive dificuldades para fotografar.

Essa viagem deve ser prá lá de maravilhosa no inverno, e também até o início da primavera, quando os picos estão nevados.

Chegamos a Greymouth, na costa oeste da Ilha Sul, às 12h e 45 min.. Na própria estação de trem pegamos o carro que havíamos alugado pela internet e seguimos na direção de Queenstown, pela maravilhosa costa oeste.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Christchurch



Christchurch, terceira maior cidade da Nova Zelândia, fica na costa leste da Ilha Sul.

Há poucos dias entrou no noticiário mundial, pois sofreu um forte terremoto no último dia 4 de setembro que, felizmente, parece não ter causado muita destruição.

Consta que Christchurch é considerada como a “cidade mais inglesa”, que existe fora da Inglaterra. Tive uma amostra disso pois, ao visitá-la, nos dias 17 e 18 de abril de 2010, senti-me, em muitas ocasiões, como se estivesse dentro de um filme inglês “de época”.

De Wellington a Christchurch, a viagem de avião durou 45 minutos.

Ficamos hospedados num bom hotel, o "The Marque", recém-inaugurado e muito bem localizado.



Na parede do quarto, quadro com folha metálica de samambaia, um dos símbolos da Nova Zelândia.

Na principal praça de Christchurch, acha-se a Catedral Anglicana, construída na segunda metade do século XIX.



É nessa praça, Cathedral Square, que acontecem os eventos e as brincadeiras.






Saindo da praça fomos andando,

andando,


andando,

passamos pelo relógio das flores,


e chegamos ao romântico Rio Avon.
Passeando por suas margens, parecia que estávamos em um cenário de filme inglês da época vitoriana.








E num parque ao lado, para manter a tradição de quase todas minhas viagens, vi um casal de noivos após a cerimônia do casamento.






Em Christchurch fomos a ótimos restaurantes de culinária japonesa.
Esse foi o meu "prato", numa das noites.