quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Na Nova Zelândia : Kaikoura e Tranz Alpine





Hospedados em Christchurch, no Hotel The Marque, reservamos um dia para um passeio a Kaikoura, que fica na costa leste da Ilha Sul, da Nova Zelândia, e que tem como principal atração turística a observação de baleias.

Marcamos uma excursão, com saída do hotel, em Christchurch, às 7:30h. Chegamos, de volta, somente às 18:30 horas. O percurso entre as duas cidades é de duas horas e meia.

Kaikoura significa "alimentação com lagosta".

Kai=refeição

Koura= lagosta.

Comemos uma lagosta deliciosa, no almoço, mas esqueci de fotografá-la.

Além da observação das baleias, em Kaikoura tem-se a oportunidade de observar uma colônia de focas.

E, no passeio de barco, vê-se uma quantidade enorme de albatrozes.



Em Kaikoura pegamos um barco para o passeio “Whale Watch”, que segue mar a dentro em busca de baleias. Quando percebe um sinal do cetáceo, diminui a velocidade, e até pára. Os excursionistas ficam em absoluto silêncio, observando a baleia parada, na superfície do mar. Não há manifestação sonora nem mesmo quando a baleia é encontrada. Silêncio, muito silêncio. Depois de um bom tempo de descanso, a baleia dá um mergulho mostrando a cauda, e volta para o fundo do mar.


Descansando.



Esguichando.

Começando o mergulho.

Final glorioso : mergulho.


No retorno são passados, no barco, filmes explicativos.

Já de volta.


Durante nosso passeio de barco, de mais ou menos duas horas, vimos duas baleias, no seu descanso e mergulho. Vimos, também, um “berçário” de foquinhas.



No caminho de volta para Christchurch visitamos os vinhedos de Canterbury, e degustamos alguns dos seus vinhos.


O vinho da Nova Zelândia é conceituadíssimo, principalmente o vinho branco, e tivemos oportunidade de verificar isso quase que diariamente.

Gostamos demais dos vinhos Sauvignon Blanc e dos Pinot Gris. Maravilhosos!

Voltando do passeio tivemos um jantar maravilhoso num restaurante japonês de categoria, o Fuji, que fica na Gloucester St.. O jantar é preparado numa chapa enorme, na frente da mesa, e no final o cozinheiro-garçon pegando um saleiro salpica a chapa escrevendo "thank you" para cada um dos comensais.

No dia seguinte, 19/04/2010, pegamos em Christchurch o famoso trem Tranz Alpine, para uma viagem pelos Alpes do Sul. Com ele vai-se do leste para o oeste da Ilha Sul, da Nova Zelândia. A viagem é linda, mas nessa época não se vê montes nevados.



A 734m de altitude, o trem dá uma parada em “Arthur's Pass”.




A viagem tem a duração de 4 horas e trinta minutos. Os vagões têm janelões de vidro, para que o caminho possa ser bem observado. Há, também, um vagão panorâmico aberto, para os corajosos que não se incomodam de enfrentar o frio e o vento, em troca de uma beleza total. As paisagens são maravilhosas. Cadeias de montanhas, rios e lagos verdinhos, com muitas pedras brancas. Vales deslumbrantes, entre os quais o do Rio Waimakariri. Infelizmente não consegui fotografar da janela do trem, por causa da luminosidade (ou da imperícia). No lugar das paisagens, o que aparecia na foto era a minha imagem refletida na janela. Foi a primeira vez que tive dificuldades para fotografar.

Essa viagem deve ser prá lá de maravilhosa no inverno, e também até o início da primavera, quando os picos estão nevados.

Chegamos a Greymouth, na costa oeste da Ilha Sul, às 12h e 45 min.. Na própria estação de trem pegamos o carro que havíamos alugado pela internet e seguimos na direção de Queenstown, pela maravilhosa costa oeste.