quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Helsinque





Continuando nosso Cruzeiro pelo Mar Báltico, fomos, em 27/08/2012, de São Petersburgo para Helsinque, capital da Finlândia, que fica na parte sul do país, na costa do Golfo da Finlândia.
Me pareceu uma cidade tranquila, com pouco trânsito e poucas pessoas circulando. A não ser os turistas, em quantidade, principalmente nos principais pontos.
Cidade com algumas ladeiras, e muito limpa.
Nosso dia em Helsinque foi nublado e com chuviscos passageiros.
Para aproveitar bem as horas, tomamos um ônibus "hip on, hip off", logo que desembarcamos, que se mostrou bem conveniente.


Descemos logo num dos primeiros pontos, demos uma volta pela cidade, andando por avenidas largas e observando a arquitetura tão interessante.





Abaixo, ciclovia e pista de corrida. Um pai fazia seu exercício empurrando um carrinho de bebê.

Seguimos para a principal atração turística da cidade, "Temppeliaukio", a Igreja de Pedra, escavada em um enorme bloco de granito. Projeto arquitetônico dos irmãos Timo e Tuomo Suomalarnen, a Igreja é linda e totalmente despojada.


Seu interior, embora escavado e construído na rocha, recebe luz natural, através de 180 vidros localizados entre a cúpula e a parede.




Durante nossa visita, e de dezenas de outros turistas, ouvia-se uma melodia suave, que tornava tudo mais mágico. Fui até o altar, muito simples e, ao seu lado, um jovem tocava num piano de cauda.





(Só ouvindo o vídeo é que percebi o barulho das vozes. Na hora só a música e a emoção).

Na entrada da Igreja havia um pequeno móvel com mensagens em diversas línguas, inclusive em Português. A que eu peguei, dizia: "o poder da Redenção está no nome de Jesus. Invoque-o e essa verdade se tornará real em sua vida".

Da Igreja de Pedra seguimos para a Praça do Senado, que tem imponentes edifício neoclássicos, e onde também se encontra a Catedral Luterana São Nicolau. A Catedral toda branca, com cúpula verde, é vista de vários pontos da cidade.


Na frente da Praça, brincadeira numa lojinha de lembranças.

Saindo da Praça, seguimos na direção da Prefeitura. No fundo, a Catedral.

Descobrimos que havia, na Prefeitura, uma biblioteca com computadores e acesso livre à internet. Entramos por uma porta lateral e, após o preenchimento de uma ficha, aproveitamos para atualizar as notícias e enviar e-mails.

Prefeitura de Helsinque

Em todas as cidades por onde passamos, nesse cruzeiro pelo Mar Báltico, vi muitos casais com três ou quatro crianças. Em Helsinque, quando estávamos na Prefeitura, entrou uma moça com quatro filhos, sendo um de colo. No Brasil, acho que essa cena é rara.



O próximo ponto foi a praça do Mercado, onde está o Obelisco do Imperador.

A Praça do Mercado tem barracas variadas, de artesanato, frutas, verduras, flores e comida. É um lugar agradável e fizemos um lanche numa das barraquinhas.










Do mercado, avista-se a Catedral Upenski.

Catedral Upenski, mediante aproximação.



Cais da Praça do Mercado, de onde saem muitos barcos para passeios.

Quando vejo bondes no exterior, lembro, com pena, do fim dos nossos bondes de Santos.



Últimas cenas de um dia gostoso.






Muitas flores pela cidade. Na foto abaixo, floreiras no cais do porto.

Nosso tempo em Helsinque não foi muito. Saí com a impressão de que a cidade é calma, porém alegre, é segura e feliz. E foi assim que também me senti, ao encerrar esse passeio de um dia à tão distante Finlândia.





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Hermitage, o colosso de luxo e arte



Foto de Franco Benf
             

Magnífico, esplendoroso, suntuoso, fantástico, lindíssimo ...
Faltam adjetivos para descrever o Museu Hermitage em São Petersburgo.
O prédio, em si, é um deslumbre. Salas majestosas, portas incríveis, lustres lindos, mármores, ouro. Luxo em altíssimo grau.
E recheado de coleções de arte de diversas civilizações. Pinturas, esculturas, peças de marfim, bronze e prata, obras em ouro e pedras preciosas, enfim tesouros da cultura mundial.
O museu é um dos maiores e mais antigos do mundo. Foi fundado pela Imperatriz Catarina II em 1764, com uma coleção de 225 telas, expostas, na época, no Pequeno Hermitage, construído junto o Palácio de Inverno. Seguiram-se muitas outras aquisições e, em 1852, já com Nicolau I, o museu foi aberto ao público, no edifício Novo Hermitage. Com sua expansão, foi ocupando outros edifícios.
O complexo do museu é formado por seis edifícios, mas as diversas coleções acham-se expostas em parte dos quatro principais : Palácio de Inverno, Pequeno Hermitage, Velho Hermitge e Novo Hermitage. Seu acervo é composto por mais de três milhões de itens, com mais de 16 mil pinturas e mais de 12 mil esculturas.
No dia em que visitamos o museu, estavam ancorados no porto de São Petersburgo nosso navio e mais seis. Tive a impressão de que todos os turistas optaram por visitar o museu naquele dia. Era uma verdadeira multidão, praticamente atravessando em bloco as várias salas. Com isso ficou difícil  apreciar com calma as obras maravilhosas ali expostas.



 Logo cedo, uma fila imensa. Dentro, esse ajuntamento.



Primeiro impacto com o luxo: a Escada Principal do Palácio de Inverno, antigo palácio da família imperial. É a majestosa Escada do Jordão.




Ainda na Escada do Jordão, dispostas em nichos, esculturas alegóricas das virtudes, entre as quais a da Justiça, que se vê abaixo.

Chegando na parte superior, recintos magníficos, que se encadeiam repletos de arte e luxo.
 Portas, tetos e lustres. Na caminhada rápida, não se sabia para onde olhar.








Grande Sala Italiana, de teto envidraçado, com molduras douradas na abóboda. Detalhes lindíssimos.




                       Muitos relógios. Como o Berto é fã deles, registrou alguns.


Sala Grande do Trono, sala de São Jorge. Acima do trono, relevo com a imagem de São Jorge.


                             Muitas madonas e muitas cenas bíblicas.




Muitas coleções de esculturas. Acima, a escultura de Ariadne adormecida (Paolo Andrea Triscornia).

Acima, réplica de assoalho de terma em antiga cidade romana (Otriculum). Fica na maravilhosa Sala- Pavilhão do Pequeno Hermitage.


                                           Lustres e Relógio Pavão-Real da Sala-Pavilhão.


                                    Muitos recintos como esse abaixo. Esplendor, luxo, arte.



Com poucas horas, pudemos ter uma ideia da grandeza do Hermitage, mas conseguimos ver somente uma pequena amostra das suas obras e instalações.
De qualquer forma, a visita foi fantástica. Fiquei simplesmente maravilhada com tudo que consegui ver. 
Quem sabe voltamos algum dia, para continuar a visita.