domingo, 28 de março de 2010

Avignon


A partir de Aix-en-Provence nossos passeios foram de carro. Um Toron, da Volkswagen, carro bom e econômico. Paramos inicialmente em Arles e, em seguida, em Avignon.

De Arles até Avignon usamos estradas secundárias, todas muito bonitas (embora com pouca sinalização). Em alguns trechos passávamos por um verdadeiro túnel de plátanos. Plátanos altos, cujos ramos se uniam na parte superior.

Avignon foi sede do papado, da Igreja Católica, durante 68 anos, a partir de 1309. Sua parte histórica é cercada por muralhas, construídas durante a época em que os papas lá viveram. Nessa parte murada existem as ruas estreitas, com as construções históricas, mas existem, também, avenidas largas.



Quando chegamos na cidade para visitar o Palácio dos Papas, fomos surpreendidos pelo vento Mistral, famoso na região. Em instantes a temperatura teve uma queda acentuada.

O Palácio dos Papas é um enorme edifício gótico, que foi construído em pouco mais de 20 anos e tem paredes muito espessas. Fica numa praça grande e movimentada, formando, com a Catedral, um conjunto imponente.







O ingresso para a visita do Palácio custou 8,50 euros, sem qualquer desconto para idosos. Como já comentei em outras ocasiões, na França não há privilégio para os mais velhos, nem com relação aos preços, nem quanto às filas. No transporte público há alguns bancos reservados, e só. Tive a impressão de que não existe legislação específica, como no Brasil. Eventual desconto, por motivo de idade, parece ser facultativo. Digo isso porque, durante nossa viagem, houve duas ocasiões em que pagamos meia entrada: numa exposição em Aix-en-Provence e no passeio do "bateau mouche” em Paris.

Voltando ao Palácio : apesar de toda sua imponência, não me provocou qualquer emoção maior, ou interesse.

É um monumento imenso. Só isso. Tem salas e mais salas, escadas e mais escadas. E se encontra totalmente vazio. Não tem qualquer tipo de móvel. Até a Capela, e o Consistório, são espaços enormes e vazios, onde só se tem, para apreciar, as paredes espessas de pedras.






Em Avignon, além da visita ao Palácio dos Papas, andamos um pouco por suas vielas e avenidas.






Vimos o "Hotel de Ville", o Teatro, a rua dos Tintureiros, com sua antiquíssima "roda d'água".






Vimos. ainda, o alegre carrossel, presença constante nas cidades maiores da França, e que acabou ficando como uma boa lembrança de Avignon.



sábado, 13 de março de 2010

Provence: Vaucluse e Luberon




Minha última viagem pela França já está fazendo 6 meses, e ainda não consegui acabar meus relatos no blog.

Assim, para poder completar, falarei "en passant" de alguns lugares por onde estivemos.


Fontaine de Vaucluse

Vilarejo medieval, pequeno e muito simpático. Ali nasce o rio Sorgue, e no local há muitas cigarras, mas não tivemos oportunidade de ouvi-las. Com certeza, estavam descansando quando passamos por lá. Elas marcam o artesanato local e eu, achando tudo lindo, até comprei duas toalhas de mesa com estampas de cigarras.


Estávamos hospedados em Avignon e, em 13.09.2009, saímos cedo para aproveitar o dia visitando alguns vilarejos das redondezas.

Começamos por Fontaine de Vaucluse, com caminho muito bonito, onde existe um aqueduto imponente.




Aqui, estamos quase chegando em Fontaine de Vaucluse.


Em Fontaine de Vaucluse visitamos a "Roda d'Água", a nascente do rio Sorgue, e demos uma parada num restaurante da Praça do "Hotel de Ville", para um café e rápido descanso.







Isle sur le Sorgue


De Fontaine de Vaucluse, seguimos viagem para Isle sur Le Sorgue. Era um domingo, dia da sua famosa feira. Em muitas das cidades da região, existem feiras (marchés) de diferentes produtos, e em dias variados da semana. E essas feiras costumam ser, ao lado das belezas naturais, os grande atrativos das pequenas vilas. Em Isle sur Le Sorgue a feira acontece aos domingos, melhor dizendo, as feiras, pois há uma de antiguidades, que acompanha um braço do rio Sorgue, e outra de flores, produtos frescos e roupas, que se espalha pelas ruas laterais.

















Tudo muito interessante e lindo.

Depois do passeio, e do almoço, seguimos viagem, dando uma uma rápida parada no Museu da Lavanda, em Coustellet. Só visitamos seus jardins, com plantação de lavandas, sem flores, e algumas oliveiras, carregadas de frutos.



Roussillon

De lá, fomos para Roussillon, vilarejo rodeado por montanhas e rochedos com formas curiosas, tudo em tons vermelhos e dourados. Todas sua casas têm um tom ocre, constando que o ocre é obtido na própria região.





Quando chegamos em Roussillon parecia que estávamos chegando numa festa ao ar livre. E, na verdade, era uma festa. Quase final de tarde, com um por-de-sol dourado. Domingo, muita gente na praça, e uma feira de cerâmicas maravilhosas. Ainda havia música, feita por um único rapaz, com guitarra e percussão. E, além de tocar ele cantava.

Em Roussillon passamos momentos muito agradáveis. A dificuldade foi encontrar lugar para estacionar. Rodamos muito por suas ruas estreitas, mas finalmente encontramos vaga num estacionamento público.

Com Roussillon iríamos encerrar o dia, voltando para nosso hotel em Avignon. Mas ainda demos uma passada rápida na entrada de Gordes, com muros e casas de pedra, e paramos num mirante para observá-la do alto.


Gordes, cidade de pedras.

Foi um dia cheio, "ligeiramente" cansativo, mas repleto de beleza.