quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A deslumbrante São Petersburgo






Durante muito tempo a Rússia foi um mistério. Não  se podia entrar lá, assim como seus residentes de lá não podiam sair. É como se suas fronteiras fossem intransponíveis.
Não havia a liberdade de ir e vir, nem a liberdade de expressão
Só no ano de 1982 é que, lentamente, teve início sua abertura, com Gorbatchev. E nessa época o bloco das repúblicas socialistas soviéticas (URSS) começou sua desintegração.
Em 1991 deu-se a primeira eleição direta para Presidente da Rússia, quando foi eleito Boris Yeltsin e, daí para os dias atuais, as mudanças políticas e econômicas foram enormes.
Pela lembrança de todos aqueles anos em que nem se podia pensar em ir à Rússia, é que penso ter sentido uma emoção diferente ao entrar no seu território.


E enquanto aguardava na fila da fiscalização para ter meu passaporte examinado, pensei em quanto era privilegiada por estar fazendo aquela viagem, assim como senti muito orgulho ao saber que, como brasileira, não  precisava de visto de entrada.
Logo depois de passar a barreira, estava me encantando com a deslumbrante São Petersburgo, que de 1914 a 1924 chamou-se Petrogrado, e de 1924 a 1991 teve o nome de Leningrado. 
Deslumbrante. Muito deslumbrante. Assim é São Petersburgo.
Igrejas lindas, ruas e avenidas largas, palácios, monumentos, muitas flores, muitos canais, todos navegáveis. A cidade foi construída às margens do Rio Neva, e é cortada por ele e por outros rios e muitos canais, sendo por esse motivo conhecida como a Veneza do Báltico.
Começamos nosso passeio por São Petersburgo com um dia nublado e, em certos momentos, chuvoso. Mas isso não nos impediu de admirar toda sua beleza.

Foto tirada de dentro do ônibus.

Aqui foi nossa primeira parada.
o século 1 quando o país apresentava um grande impulso industrial e econômico, sua arquitetura em es
o fôlego, e


Na sequência, a maravilhosa Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado, impactante no seu exterior, com suas torres coloridas lindamente decoradas, como no seu interior, todo de mosaicos e mármore, com muitas pedras semi-preciosas e ouro. A Catedral data do final do século XIX, e seu nome faz alusão a sangue derramado porque foi construída no local onde ocorreu o atentado contra o Czar Alexandre II, em 1/03/1881, atentado esse que lhe causou a morte.




Primeira visão.

O teto.
Iconostasio




Pisos com mais de 20 espécies de mármore, de vários pontos da Europa.


Lustres lindos. E por todos os lados, mosaicos e mais mosaicos, belíssimos.

Paredes inteiramente cobertas por mosaicos.



E por aqui, terminou nossa visita à maravilhosa Catedral. Do lado de fora, charretes para passeios.


Do outro lado da Catedral, esse lindo canal.



Mais uma igreja suntuosa: Catedral de Santo Isaac.

Rios, canais, pontes, barcos. Palácios, prédios fantásticos.

















Prédios baixos. Imponentes.






Abaixo, a lindíssima avenida Nevskiy (Nevskiy Prospekt), com belas construções, muitas flores, restaurantes, lojas.




Entrada do metrô e passagem subterrânea por onde atravessamos a av.




Restaurante onde fizemos um lanche e ficamos observando o movimento da Avenida Nevskiy. O fluxo de pessoas e de veículos era enorme. Não sei se por ser domingo.
Nessas duas fotos, vista parcial do "shopping" que nos foi apresentado como o maior da Europa (em extensão). É o Gostinny Dvor, construído em 1765, com fachadas em arcos e um interior muito interessante. As lojas ficam uma ao lado da outra sem qualquer separação.



Catedral Kazan, construção de grande destaque na Avenida Nevsky. Colunas que lembram o Vaticano.


Flores brancas no alto, e roxas embaixo.




Berto, que monumento é esse?



Atrás do monumento, esse grupo de jovens chamou minha atenção. Eles "brincavam", correndo em círculos, e falando alto. Todos vestidos socialmente. As moças, de salto.



Cruzador Aurora, ancorado permanentemente na margem norte do rio Neva. Dele saiu o primeiro tiro contra o Palácio de Inverno, em outubro de 1917, sinalizando o início da revolução bolchevique.

Matryoshkas, as bonequinhas que representam antigas camponesas da União Soviética, e boas lembrancinhas de viagem. Aqui expostas para venda, numa calçada próxima ao Cruzador Aurora.



Na volta para o porto, e de dentro do ônibus, conseguimos algumas fotos, entre as quais essas duas.


Nosso navio ficou ancorado em São Petersburgo durante a noite. Tirei essa foto, com três outros navios, da nossa cabine.


E aproveitamos a noite para assistirmos um balé. Afinal, estávamos na Rússia. No caminho para o teatro, pudemos ver a beleza de São Petersburgo à noite, com seus principais prédios iluminados.




Palmas, muitas palmas, para o balé, e para a deslumbrante São Petersburgo.


(A visita ao Museu Hermitage ficou para o próximo post).