Veneza



Não sei qual o motivo, mas hoje acordei lembrando de Veneza. 
Pensando em Veneza, pensei também que já estava na hora de escrever algum texto para meu blog de viagens, e resolvi aproveitar a lembrança para me motivar.
Começar por onde?
Estive em Veneza três vezes, num espaço de 26 anos. Quanta mudança no mundo, na sociedade, nas pessoas. E, é claro, também em mim. Sim, as muitas mudanças da idade.
Mas a beleza de Veneza é a mesma. Fantástica. Única. 
E o encantamento persiste, renovando-se em todas as visitas, embora muitas vezes prejudicado pela quantidade de turistas.
Na primeira vez, cheguei em Veneza de ônibus, vinda de Viena. 
Na segunda, cheguei de trem, a partir de Milão. E na terceira, cheguei de navio, num cruzeiro com início em Santos, a cidade onde vivo. 
Chegadas diferentes, mas todas com a mesma expectativa, a de encher os olhos com a beleza singular de Veneza. 
Veneza, que fica no nordeste da Itália, acha-se situada sobre um conjunto de 117 pequenas ilhas, separadas por canais e ligadas por pontes.
Passou a ser habitada a partir do século V e, quando todas as áreas das pequenas ilhas estavam ocupadas, iniciou-se um avanço sobre as águas. Foi desenvolvido um sistema de aterramento das áreas alagadas anexas às porções de terra, que estreitou a distância entre as ilhas e constituiu os canais.
Veneza, sobre 117 pequenas ilhas, conta com 400 pontes e 117 canais.
Realmente é uma cidade singular. Na minha primeira visita, escutei um guia turístico dizer que Veneza teria um dia final, assim como aconteceu com o Império dos Incas. Nessa hora, dei graças aos céus por tê-la conhecido antes que acabasse.


E para registro, as fotos de Veneza em 3 tempos: com o Berto, em 1991. Com a Priscila, em 2005 e, novamente com o Berto, em 2017.





Felizes, conhecendo Veneza em 1991. Piazzeta de São Marcos, que é como uma ante-sala da Praça de São Marcos.  Pena que o fotógrafo cortou nossos pés, parte do leão alado, símbolo da cidade, e a estátua de São Teodoro, no alto das colunas.


 Ponte dos Suspiros. O prédio à direita estava pedindo por conservação.


Em 1991, muitas pombas na Piazzeta e na Praça de São Marcos. Eram mesmo um tipo de atração. Na foto acima, com fotógrafa diferente, já se vê o leão alado. E as pombas.



O Campanário.


A Praça. Ao fundo, a Torre do Relógio e parte da Basílica de São Marcos.


2ª vez em Veneza.
Em 2005, voltei a Veneza, com a Priscila. 
Novos suspiros, encantamentos e passeios, enquanto aguardávamos nosso cruzeiro para as Ilhas Gregas.

Acima, na Ponte dos Suspiros. O prédio à direita, que em 1991 pedia por recuperação, estava sendo atendido.


Veneza e suas pontes e canais, em 2005.



Abaixo, na Praça de São Marcos. Poucas pombas.


Passeio lindo que fizemos em Vaporettos, os ônibus aquáticos que circulam em linhas regulares, pelos canais de Veneza. No caminho, muitas gôndolas.


No vaporetto, original passeio noturno.

3ª vez em Veneza.

Em 09/04/2017, cheguei em Veneza, pela terceira vez. Eu e o Berto iniciamos um cruzeiro em Santos, no dia 21/03/2017 e, 20 dias após, com paradas em vários e lindos locais, chegamos ao porto final.
A entrada de navio em Veneza é maravilhosa. O relógio marcava pouco menos das 7:00h, e as belezas iam se sucedendo, conforme o navio se aproximava do cais.


Fotos tiradas da varanda da nossa cabine.


O navio ia entrando, e Veneza se apresentando com majestade.



Nessa última vez, caprichamos no hotel. Com a idade surgem algumas exigências que devem ser cumpridas, para que a viagem fique mais fácil. Nessa, era importante que o hotel tivesse um píer particular, para facilitar nossa chegada com malas. Escolhemos o  Locanda Vivaldi, com ótima localização e, ainda, bastante requinte. Com frente para o Grande Canal tendo, na lateral, um canal pequeno muito charmoso.


Acima, a lateral do nosso hotel em Veneza. 
Sob o toldo, um píer,  entre mesinhas, onde o "táxi" nos deixou com a bagagem.



Vista da lateral do nosso apartamento. Logo cedinho e mais tarde, com o movimento começando.


Abaixo, uma pequena ideia do movimento constante de turistas. Infelizmente há horários em que uma verdadeira multidão se desloca por Veneza.

Fotos tiradas das nossas janelas.



Abaixo, fotos do nosso quarto e da sala de café do hotel.






Ponte dos Suspiros, um dos cartões postais de Veneza.



Felizes, voltando a Veneza 26 anos após nossa primeira visita. Na foto acima, o prédio à direita, já está restaurado. Na primeira vez, estava muito avariado, na segunda, em processo de restauração.



Na foto acima estamos no lado oposto de onde são tiradas as fotos na Ponte dos Suspiros. Pode-se ver , ao longe, o número grande de pessoas, talvez aguardando sua vez para fotografar.


A Praça, que anos antes recebia centenas de pombas, agora está assim. Acho que, em 2017, não vimos uma sequer.  


A fantástica Praça de São Marcos. Ao lado o Campanário e ao fundo a Torre do Relógio, mostrada abaixo, que data do século XV. No alto, dois mouros que batem o sino.


O Hotel em que nos hospedamos fica bem próximo da Praça de São Marcos. Com isso, tivemos a oportunidade de caminhar bastante pelas redondezas. Usamos vaporetto poucas vezes, e táxi aquático, algumas vezes. 


Acima o Palácio Ducal ou Doge, todo em mármore. Curiosidade: suas colunas são de mármore de Carrara, brancas, com exceção de duas rosadas, de mármore de Verona.


Praça de São Marcos, impactante, com os principais monumentos da cidade
Abaixo, Basílica de São Marcos, com os famosos cavalos de bronze. Vê-se, também, o leão alado, presença constante em Veneza.


Um dos leões alados, no alto de coluna da Piazzeta de São Marcos. 




Que beleza.



Quando não é canal romântico, é ruela simpática.



Ou são cantinhos verdes e floridos.


E, ainda, pontes atraentes, como Rialto.


Gôndolas decoradas.

E lua cheia.

Berto, no monumento a Vítor Emanuel, à beira do Grande Lago, numa noite de lua cheia. 



No Domingo de Ramos, fomos à Basílica de São Marcos e ganhamos esse ramo bento, que conservei por bastante tempo.


Nesse simpático restaurante, tivemos nosso último almoço em Veneza.



O táxi aquático que nos levou ao aeroporto, e o píer de entrada.



Na primeira viagem, saímos de Veneza de ônibus, seguindo para Roma.
Na segunda, saímos de trem, na direção da Suiça.
E nessa última viagem, voltamos diretamente para o Brasil, de avião. 
Achei muito curioso ir para o aeroporto de barco. Descendo do táxi aquático, iniciamos o retorno à vida das ruas, avenidas e viadutos, em carros e ônibus, mas guardando na memória os diferentes dias de vida totalmente a pé, ou em barcos.
Veneza única.

Todas as fotos são minhas, com exceção da inicial, que tirei desse site. Foi exatamente por ali que comecei minhas andanças por Veneza, em 1991.





Comentários

Pedrita disse…
deve ser muito bonito mesmo. lindas fotos dos 3 momentos. beijos, pedrita
chica disse…
Veneza é sempre Veneza e seu romantismo nos atrai sempre! Lindas fotos registrando tanto0s belos e inesquecíveis momentos! Valeu cada um! Adorei rever! beijos, chica
Titina disse…
Fotos lindas !!! Como é linda Veneza!!
Maria Tereza disse…
Maravilha !!!
Também fomos 3 vezes e da última, em 2016, não vi pombos na praça. Só camelôs e turistas.
Dalva Rodrigues disse…
Que momentos e lugares lindos para recordar, Heloisa!!
Adorei ver as fotos em 3 tempos diferentes,todas lindas!
Abraço!

Adorei texto e fotos. Vc captou muito bem o clima de encanto dessa bela cidade.Pretendo retornar outras vezes, seu convite é estimulaffir.
silvioafonso disse…
As cidades têm essa magia; quanto
mais velhas, mais bonitas e atuais
elas ficam.
Que pena que não acontece conosco.
Beijos, estou te seguindo.
Ana Paula disse…
Que foto linda! A melhor foto que já vi de Veneza!

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